quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tim Love elogia propaganda de varejo no Brasil.

Tim Love elogia propaganda de varejo no Brasil

Um dos principais executivos do Omnicom Group, Love diz que novas tecnologias difundem a cultura global de forma similar ao fumo passivo
A tão criticada propaganda de varejo brasileiro tem um admirador ilustre: Tim Love, um dos principais executivos do Omnicom Group, que apresentou esta manhã a palestra 'O Fim da Globalização. A Batalha entre a miopia e a anatomia', que teve como debatedores Jaime Troiano (Troiano Consultoria de Marca), André Quadra (Proctor & Gamble), Joelmir Beting (TV Bandeirantes) e Ricardo Gandour
(Grupo Estado) como moderador. Tim Love, já no final da seção de perguntas, disse que a importância da comunicação de varejo no Brasil, assim como o modelo de mídia, foram o que mais lhe chamaram atenção nessa passagem pelo Brasil. "A propaganda de varejo no Brasil é muito envolvente e está em toda parte. Acho que o País está muito bem posicionado como uma fonte de inspiração para tornar o marketing mais simples", disse Love.

Em sua palestra, ele contou um pouco de sua história e como desde cedo foi influenciado pelo pai, que tinha uma oficina onde concertava aparelhos de rádio e TV. Ele acredita que a globalização começou na Europa no século XV com a construção dos canais que interligavam os principais centros do continente
através do comércio marítimo. "Com as invenções de Gutemberg, a informação também pode começar a circular", compara. Quando os antigos veleiros adotaram o padrão de três mastros e oito velas e se tornaram mais velozes, disse Love, o processo começou a ganhar o mundo. Leitor atento da obra do canadense Marshall McLuhan, um dos maiores nomes dos estudos de comunicação, Love diz que a
internet conseguiu reforçar o conceito de vila global em que o mundo se tornou.

Com o avanço das novas tecnologias, ele compara a difusão da cultura como a do fumo passivo, no qual as pessoas no início eram atingidas sem saber. "Chamo isso de second hand culture", diz Love, usando o termo em inglês, algo como 'culturalização passiva'.

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